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Os obstáculos do Brasil no mercado de pesquisa

ABEP

23/03/2015

Painel da tarde discutiu dificuldades de empresas brasileiras da área frente às estrangeiras

O Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer para alcançar a concorrência das empresas de pesquisa localizadas no exterior. O assunto foi pauta para Alan Grabowsky, CEO da Ábaco, e Zilda Knoploch, presidente da Enfoque, que palestraram juntos em um painel do EDEP pela tarde.

O Brasil ainda enfrenta resistência quando se trata de contratar empresas localizadas no país para realizarem pesquisas. Entre os motivos estão, por exemplo, o pequeno número de profissionais fluentes na língua inglesa e dos preços altos. Em outros países, como a Índia, a mão de obra chega a ser dez vezes mais barata.

Até mesmo o “charme” é importante. Para Grabowsky, no exterior existe muito mais “sex-appeal” do que no Brasil. Um dos responsáveis por isso é chamado pelo empresário de “New-tech”, conjunto de tecnologias disponíveis em outros países que são capazes de entender e conhecer o comportamento do consumidor sem necessariamente se caracterizar como pesquisa de mercado.

Outras barreiras naturais também são esperadas, tal qual a diferença entre fusos-horários. Zilda explica que ao atender clientes japoneses, por exemplo, deve-se encontrar horários alternativos. Para a presidente da Enfoque, isso cria um atendimento positivo e diferenciado.

Pensando em todas essas dificuldades, Grabowsky idealizou uma lista com 17 soluções para reverter essa situação. Entre elas, estão sugerir métodos, ferramentas e logística adequadas para cada país; oferecer subsídios úteis sobre o ambiente de negócios local; entender as sutilezas do idioma original de cada país; entre outros. Para empresas brasileiras se destacarem no meio internacional, “não existe uma solução fácil, rápida e barata”, acredita Zilda.

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