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Novo Critério Brasil 2015 retrata o potencial de consumo do brasileiro

ABEP

29/01/2015

Mercado está em fase de implantação do novo modelo

O ano de 2015 começou com uma série de novidades para o mercado de pesquisa e dentre elas está à implantação do novo modelo de classificação social, o Critério Brasil. Formulado pelos professores brasileiros Wagner Kamakura (Rice University), José Afonso Mazzon (FEA-USP), sob coordenação do conselheiro da ABEP, Luis Pilli, as principais diferenças estão na substituição da renda declarada por variáveis indicadoras de rende permanente e o uso da Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE.

Nesta entrevista, Luis Pilli comenta como está o processo de inserção do novo modelo junto aos institutos de pesquisa e revela o que muda, na prática, no exercício profissional.

Blog ABEP: O que vai mudar no dia a dia do profissional de pesquisa com o novo Critério Brasil?

Luis Pilli: O nosso objetivo é que a mudança seja gradual e a menor possível. O que altera, na prática, é a substituição do questionário e a nova regra de classificação e isso altera a condução dos processos de pesquisa. Como a estruturação do novo modelo está em andamento há dois anos muitos profissionais e gestores já estão familiarizados com as alterações.
Além disso, como o novo Critério Brasil 2015 apresenta forte embasamento acadêmico, todo profissional pode fazer consultas de referência em papers e obras como Estratificação Socioeconômica e Consumo no Brasil

Blog ABEP: Qual será o impacto do novo critério nos resultados das pesquisas? E para as áreas de marketing?

Luis Pilli: Cada instituto vem fazendo nos últimos meses, testes e acompanhamentos contínuos utilizando o novo modelo de classificação social. Desta forma é possível acompanhar as mudanças, de forma pontual e fazer eventuais ajustes de percurso.

Há evidências de que o Novo Critério explica melhor o consumo dos domicílios quando comparado aos demais critérios atuais. Esperamos ter uma melhor separação entre as classes e identificar de forma mais realista o potencial de consumo.

Blog ABEP: Qual é a expectativa da ABEP em relação à implantação do novo modelo deste mês de janeiro?

Luis Pilli: A expectativa é que a transição do modelo seja rápida e que se constitua como uma ferramenta mais robusta para explicar a realidade do consumo no Brasil. Para mais informações Critério Brasil

E você para você, qual é o impacto do novo Critério Brasil no dia a dia? Comente e registre a sua opinião.

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