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7º Congresso Brasileiro de Pesquisa analisa as transformações do mundo na próxima década

ABEP Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa

04/04/2016

Ao abrir hoje o 7º Congresso Brasileiro de Pesquisa, Duilio Novaes, presidente ABEP, além de dar boas-vindas aos profissionais de pesquisa, enfatizou a importância do evento, pois são as empresas de pesquisa que têm o desafio de medir, permanentemente, o pulso do mercado e de identificar o que vai na cabeça do consumidor. Duilio também destacou a recente decisão da Pepsico que liberou os gestores das marcas a buscar os fornecedores ideais para a execução de cada projeto. “Esse é um grande avanço. Ele serve de estimulo para que outros clientes façam o mesmo”, comemorou Duilio Novaes.

Em seguida, Zilda Knoploch, chairwoman do congresso, fez um balanço dos avanços conquistados desde a virada do milênio até os dias de hoje nas áreas da tecnologia, da ciência, da economia, mas não deixou de comentar as recentes revelações provocadas pela corrupção e os seus reflexos na sociedade. Ela lembrou que essa crise vai acabar, mas não sabemos ainda quando isso irá acontecer. “No entanto, o mercado de pesquisa deve estar preparado para projetar os novos tempos. A futurologia é um desafio que devemos exercitar diariamente”, lembrou Zilda.

O historiador e filosofo Leandro Karnal, palestrante que sucedeu a chairwoman do congresso, ressaltou que o Brasil ainda é um país jovem, mas que estamos envelhecendo. E para isso, o mercado investe cada vez mais em alternativas para a terceira idade, com criação de agência de viagens para esse público mais maduro, asilos de luxo e escolas focadas em pessoas acima dos 60 anos. Ele também lembrou a oferta de informações por meio da internet não acaba com o estudo sistemático e reflexivo. “Por mais que existam informações sobre doenças, procedimentos e medicamentos na internet, não brotam médicos no Google”, brincou Karnal com a plateia.

Logo após, a jornalista Miriam Leitão, a partir do trabalho desenvolvido para o livro História do Futuro, disse que o brasileiro continua prisioneiro do imediatismo. “Ao fazer o primeiro gol, acha que já ganhou a Copa do Mundo”. Ela enfatizou que precisamos identificar e valorizar as transformações. A atual crise, impulsionada pelos escândalos de corrupção, deve ser encarda como uma cirurgia, que sangra e dói. Mas ela é um grande aprendizado para as empresas, que precisam trabalhar dentro de padrões realmente éticos e cientes de que não há mais espaço para as informações ocultas. Tudo deve ser feito de maneira transparente.

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