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Congresso ABEP 2016: Painel de Opinião Pública e Eleição

ABEP Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa

04/04/2016

Palestrante convidado do Painel de Opinião Pública e Eleição, o senador Álvaro Dias (PV/PR) disse que algumas transformações estão em andamento diante desse “período de tragédia da política nacional”. São mudanças positivas que levam o legislador a ficar ainda mais atentos aos interesses dos eleitores. Caso isso não ocorra, a imagem do Poder Legislativo tende a ficar ainda mais corroída perante à sociedade.

“A população brasileira está mais atenta às mazelas e exige mudanças imediatas. É preciso filtrar as mensagens que são captadas nas ruas e nas redes sociais. A internet foi fundamental para aglutinar as pessoas e o expor as suas reivindicações. Ela faz isso de maneira independente, sem a necessidade de um líder”, pontuou Álvaro Dias.

O senador lembrou também a valorização que o Poder Judiciário ganhou nos últimos anos, primeiramente com o ex-ministro Joaquim Barbosa, que conduziu no STF o julgamento do Mensalão, e agora com o juiz Sérgio Moro, responsável pelo processo da Operação Lava Jato. “É uma mudança visível e que nos reabilita a esperança”, enfatizou Álvaro Dias. Esse clima de mudança precisa atingir agora o mundo político. Caso contrário, seremos atropelados pela população”, alertou o líder do PV no Senado.

Congresso ABEP 2016: Painel de Tendências

Na sala ao lado do 7º Congresso Brasileiro de Pesquisa, no Painel de Tendências, o David Krajicek, CCO da GfK, sugeriu uma parceria cada vez mais sólida e permanente entre a empresa de pesquisa e os clientes na busca das informações e dos sinais emitidos pelos consumidores. “Precisamos cruzar as informações, desenvolver talentos, encontrar profissionais com perfis diferentes, que tragam dados vivos, indispensáveis para o futuro das marcas e dos clientes”, afirmou Krajicek.

Em seguida, ainda no Painel de Tendências, a antropóloga britânica Chiara Vascotto, especialista em consumo, disse que as pessoas, atualmente, em razão da recessão que está presente não só no Brasil, descobriram o prazer gastar, sem abrir mão de economizar. Elas fazem questão tratar bem o dinheiro. Não têm preguiça, nem vergonha, de pesquisar o preço mais barato em diversos supermercados. “Elas querem fazer mais por menos”, assinalou Chiara.

O consumidor quer viver com o necessário, sem exageros. São capazes de unir o útil ao necessário, deixando, por exemplo, o carro em casa ou abrindo mão do transporte público para ir a pé para o trabalho. Desta forma, eles economizam e praticam uma atividade física. A mesma coisa acontece no consumo compartilhado de estacionamento, das moradias e dos escritórios, etc. Essa é nova realidade do consumidor que renovou o seu relacionamento com a quantidade e com a qualidades.

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