Gripe suína - um estudo da Livra Panels

Conheça a equipe envolvida no projeto, da esquerda para a direita: Guido (Marketing), Gabriel (Painéis), Marcela (Painéis), Marina (Marketing), Mariano (Comunidade) e Laura (diretora comercial Latin America de pesquisa de mercado).
Uma pesquisa realizada pela Livra Panels na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Peru e Venezuela mostrou que mais de 99% dos entrevistados já ouviram falar da gripe suína. Ao serem perguntados sobre o meio pelo qual souberam da doença, a resposta em todos os países foi a mesma: em primeiro lugar, a televisão (Brasil, 79%), e em segundo, a Internet (Brasil, 12%). Os participantes de maioria dos países também opinaram que a informação apresentada pelos meios é “completa e objetiva” (Brasil 54,7%), já os mexicanos consideram “exagerada” (46,8%).
O que é a gripe suína?
A pesquisa mostrou que a maioria dos entrevistados conhece os sintomas da doença, principalmente associada à febre alta, dor de cabeça, seguido por dores musculares e escorrimento nasal. Em relação às formas de contagio, 75% consideram que a principal via é pela saliva ou contato com pessoas infetadas (89% México) e, em segundo lugar, 23% que podem se contagiar pelo ar mesmo não estando perto de pessoas infectadas. No Brasil 39% acredita que a forma de contagio é pelo ar.
Ameaça
Curiosamente, os países que mais se sentem ameaçados pela possibilidade de contrair a doença foram Colômbia, Venezuela e Peru, ficando México (21,3%) e Chile (18.9%) em últimos. Os que mais estão se precavendo da doença foram os peruanos (54,2%), equatorianos (52%) e os mexicanos (50,7%).
Entre os que responderam tomarem medidas para evitar o contágio, oito de cada dez responderam que lavam as mãos com muita freqüência, e em segundo lugar, com 64%, que evitam viajar a lugares com suspeita de casos da influenza. No Brasil, as pessoas consideram como medida mais importante não viajar a lugares com suspeita de casos de influenza (82%) do que se lavar as mãos com muita freqüência (57%).
Todos os entrevistados concordaram em ir ao hospital ou médico no caso se apresentar algum sintoma.
Avaliando o sistema de saúde pública, 34,6% dos brasileiros responderam que era “regular”,32,8% “ruim” e 23,2% “muito ruim”. Trata-se da pior avaliação dentre todos os países onde as pesquisas foram realizadas. Mesmo com a pior avaliação, os brasileiros são os que menos cuidados tomam (nenhum cuidado, 75,7%) e os que menos acham que seu sistema de saúde estaria preparado para enfrentar a gripe suína (71,5%).
Gripe e governos
A polêmica sobre as restrições de viagens para o México e a entrada de pessoas provenientes deste país ganha força, com o apoio da maioria dos entrevistados. Excluindo os mexicanos, 67% disseram estar de acordo com estas restrições, ficando a Venezuela em primeiro lugar com 75,3%, seguido pelo Brasil com 72,8%.
Em geral, observamos uma boa avaliação das ações dos governos para enfrentar a epidemia, com exceção da Argentina e do Brasil, onde quatro de cada dez consideram as medidas insuficientes.
Em resposta ás conseqüências na atividade econômica que a gripe pode acarrear, o principal preocupado é o México, onde o 85% considera que será muito ou algo afetada.

Vacina contra a influenza
A OMS comunicou estar trabalhando no desenvolvimento de uma nova vacina contra a influenza A. Ao serem perguntados, a maioria dos entrevistados respondeu estar disposto a recebê-la, embora um de cada dez não estivesse, principalmente por medo dos efeitos colaterais ou que não seja de utilidade.
A pesquisa foi realizada na primeira semana do mês de Maio. Foram feitas 5700 entrevistas online com o nosso painel na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Peru e Venezuela entre pessoas de ambos os sexos, maiores de 14 anos e com abrangência nacional.
No Brasil participaram 740 pessoas (65,8% mulheres) de todas as classes sociais (A1A2- 14,4%, B1B2- 56,2%, C1C2 -27,4 % D e E- 1,9%).
Fonte: Livra Panels
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